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Assunto Pessoal | 25 Maio 2022

Dengue provoca correria de pessoas aos hospitais

A dengue foi a segunda doença que mais gerou solicitações de leitos no Estado

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) registrou, entre o dia 01 até o dia 23 de maio, 145 pedidos para internação em leitos clínicos e de UTI em decorrência da dengue.

 

Os pedidos englobam tanto a dengue clássica (109) quanto a febre hemorrágica causada pelo vírus da dengue (36).

 

A dengue foi a segunda doença que mais gerou solicitações de leitos no Estado.

 

A Sesap diz que os dados acendem um alerta, já que significam que a procura por consultas em Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) é ainda maior. Como outras pessoas dão entrada em uma UPA com dengue leve, fazem o tratamento ambulatorial apenas em casa. Ou seja, as quase 150 internações são apenas daqueles que procuraram atendimento e foram internados.

 

No último Boletim Epidemiológico das Arboviroses, que calcula os dados até 14 de maio, o Rio Grande do Norte registrou um aumento de 1.538% nos casos suspeitos da doença.

 

Foram 14.860 em 2022, enquanto no ano passado foram apenas 907 suspeitas.

 

Apesar disso, o RN registra uma leve queda nas últimas três semanas.

 

Na semana 17 a Sesap registrou 2.522 pessoas em início de sintomas, número que passou para 2.245 na semana 18.

 

Agora, na semana 19 (entre 7 e 14 de maio), está em 1.874.

 

A faixa etária com mais casos suspeitos é a de pessoas entre 20 e 34 anos.

 

No momento, o Estado possui 3.946 neste patamar, um crescimento de 1.164% em relação ao ano passado, quando foram 312 suspeitos.

 

Entre os casos confirmados da doença, o alerta permanece, com um aumento de 495%.

 

O Rio Grande do Norte possuía em 2021, 407 pessoas com a dengue simples.

 

Hoje, são 2423. O boletim traz ainda dados que classifica como “dengue com sinais de alarme” e “dengue grave”, em menor número.

 

Os casos graves cresceram 175%, passando de 4 para 11 registros.

 

Uma preocupação, para a Sesap, é a falta de insumos.

 

De acordo com a coordenadora de Vigilância da Saúde, Kelly Lima, algumas cidades não têm sequer dipirona.

 

“Esse impacto não pode chegar de forma latente à rede de atenção à saúde, exatamente porque não existe preparação por parte de todos os municípios”, admite.

 

“Então nós não temos em todos os territórios do estado, unidades hospitalares de pronto atendimento que consigam dar vazão a essa demanda”, continua. (Tribuna do Norte)

 

 

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