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Dinheiro & Negócios | 10 Março 2022

Ribeira se desmancha em lama e secretário só enrola

Carlson Gomes tenta explicar o óbvio e injustificável: "qualquer intervenção na Ribeira precisa de um amplo estudo"

Enquanto empresas amargam os prejuízos trazidos pela lama da chuva alagando as ruas e invadindo seus prédios, depois de mais uma chuvarada de março fechando o verão, a Secretaria de Obras Públicas e Infraestrutura da prefeitura (Semov) anuncia, com pompa e circunstância, que estará concluindo até o final de abril os estudos para um projeto de drenagem do bairro da Ribeira, na zona leste de Natal. 

 

Até abril, a empresa contratada pela secretaria concluirá os estudos e, só a partir de então, a prefeitura vai correr atrás de dinheiro para fazer as obras.

 

Esqueceram os gênios da secretaria de obras da prefeitura que em ano eleitoral o prazo para liberação de recursos é menor que em anos não eleitorais e que, até o surgimento desse recurso e a liberação dele (se for em tempo de campanha corre o risco de ser desviado para outros fins) e do início e conclusão da obra, chegaremos em março do ano que vem e , de novo, a chuvarada surpreenderá nossos genmiais chupa-lápis.

 

O Teatro Alberto Maranhão, que acabou de ser reformado, foi atingido em cheio pela lama suja, como se voltasse a um passado em que a praça Augusto Severo era um grande pântano alagado pelo vai e vem das marés do Potengi.

 

De acordo com o secretário de Obras de Natal, Carlson Gomes, a empresa contratada para a execução do projeto de drenagem, a R de Paula, deverá entregar os estudos sobre a área no mês que vem. A partir daí, a Semov dará início à captação de recursos. Os valores da obra, no entanto, ainda não são conhecidos, nem há prazos para o início dos serviços. 

 

“A gente vai esperar chegar o projeto para ver o valor da obra e, em seguida, captar recursos. Hoje, não sei precisar de quanto seria esse valor. O que temos é que houve uma demanda por parte do Município para as obras na Ribeira, a empresa foi contratada e esse projeto vem andando. A R de Paula nos apresentou, até agora, uma planta-baixa, mas faltam as demais plantas, que devem ser entregues até meados de abril”, explica Carlson Gomes.

 

Segundo ele, o projeto deve contemplar toda a Ribeira, com especial atenção para as áreas consideradas mais sensíveis, como a região onde antigamente funcionava a sede da Semurb e as avenidas Duque de Caxias (incluindo a região do TAM e da antiga rodoviária de Natal) e Tavares de Lira.

 

“Qualquer intervenção na Ribeira precisa de um amplo estudo, porque, quando a maré enche, a tendência é de que as águas retornarem para a drenagem do Município. Estamos tentando encontrar uma forma para que essas águas [da drenagem] não entrem em conflito com o rio”, esclarece o secretário.

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