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Dinheiro & Negócios | 11 Março 2022

Gigante Etna fecha lojas e tem fim melancólico

Operação da Etna em Natal foi encerrada no ano passado. Donos concentram foco na Vivara.

Fechando lojas desde o ano passado, a Etna vive um momento melancólico de sua operação física.

 

Com relação de lojas desatualizada em seu site e sem canais de comunicação oficial, a companhia parece experimentar ainda um abandono.

 

A família fundadora do negócio, os Kauffman, donos também da rede de joalherias Vivara, não teria mais interesse no negócio, de acordo com relatos do mercado. E a nova geração, diante do avanço da concorrência digital, bem que gostaria de vender o ativo. Mas os compradores óbvios não se interessaram.

 

Para se ter uma ideia do tamanho do encolhimento da empresa, em 2015, falava-se em 18 pontos espalhados pelo Brasil.

 

Em 2021, já com a metade desse parque, a empresa fechou as portas no Nordeste.

 

Desde o fim do ano passado, porém, nas lojas da capital paulista e de Campinas, há relatos de fim de festa, com prateleiras esvaziadas e falta de produtos.

 

Um mau presságio, aliás, excluiu nesta semana quatro lojas do localizador do site da companhia. Quando se buscava os pontos por localização, aparecia apenas o da Berrini.

 

Em negócios de varejo, fechar estabelecimentos é sempre a última opção, já que os custos de demissão, quebra de contratos de aluguel, bem como as perdas de estoque, acabam levando os gestores a amargar longos prejuízos antes de abaixar de vez as portas.

 

Na ausência de interesse da nova geração dos Kauffman, bem mais envolvidos com a Vivara – que experimenta um momento infinitamente melhor – a decisão mais viável seria buscar vender ao menos os pontos, como foi feito com o Extra Hiper.

 

Procurada, a Etna confirmou que a rede hoje se resume a cinco lojas, mas não quis comentar a situação. (Estadão)

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