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Inovação | 4 Agosto 2021

Os carros ligados na tomada chegaram

FIAT lança novo carro elétrico no Brasil que custa R$ 240 mil

A Fiat anunciou ontem a previsão de a participação de modelos elétricos e híbridos nas vendas de veículos no Brasil poderá chegar a 11% em 2030.

 

É um salto importante se levado em conta que hoje os dois tipos de motorização eletrificada - híbridos e 100% elétricos - representam fatia pequena, de 1,4% na média do ano, segundo dados da Anfavea, a associação dos fabricantes de veículos.

 

Mas o avanço será ainda tímido se comparado com projeções dos países desenvolvidos, principalmente europeus, que já proibirão as vendas de veículos a combustão a partir de 2030. Ou antes.

 

Legislações europeias mais rígidas, como no Reino Unido e Holanda, proibirão motores a combustão por completo até o fim da década. Isso inclui o carro híbrido, que funciona com dois motores - um totalmente elétrico, que é carregado, em grande parte, pelo outro, a combustão.

 

Mas como não pensar em carros híbridos num país que ainda engatinha na instalação de infraestrutura para carregamento de baterias? Toyota e Volkswagen vão nessa direção, acreditando que o híbrido abastecido com etanol é o caminho para o Brasil ter papel relevante no desenvolvimento de energias limpas no transporte. [

 

Outras marcas, como Nissan, acreditam que é melhor pular etapas e ir direto para modelos 100% elétricos.

 

Embora ainda representem fatia pequena do mercado, as vendas de híbridos e elétricos avançam no Brasil. As duas modalidades somaram cerca de 14 mil unidades no primeiro semestre, aumento de 84% na comparação com o mesmo período de 2020, segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE).

 

O Fiat 500 lançado ontem é o primeiro carro 100% elétrico vendido no Brasil pela Stellantis, a nova montadora que uniu as marcas Fiat, Chrysler, Peugeot e Citroën. O chamado “Cinquecento” elétrico, que será importado da Itália, era um dos modelos mais aguardados pelo mercado.

 

Trata-se de uma versão eletrificada do supercompacto criado em 1957. Desde então, passou por várias gerações, mas mantendo sempre um ar “vintage”.

 

O fabricante garante autonomia mínima de 320 quilômetros com uma carga de bateria. Mas, segundo os engenheiros da empresa, é possível chegar a 460 quilômetros dependendo da forma de dirigir. Isso significa não passar dos 60 quilômetros por hora numa temperatura não superior a 25 graus celsius.

 

O veículo poderá ser carregado em tomadas. Mas a Fiat oferece também o chamado “wallbox”, equipamento que permite carga completa em quatro horas. Para uma recarga “super rápida” é possível chegar a 80% de carga em 35 minutos. A empresa também espalhará estações de recarga em supermercados e estacionamentos em dez Estados.

Aproveitando o isolamento social imposto pela pandemia, a Fiat lançou ontem à noite, pela internet, a pré-venda do seu lançamento. Com o pagamento de um sinal, via cartão de crédito, o interessado pôde reservar uma das 120 unidades do carro que chegará nas concessionárias a partir da próxima semana. (Leia mais em Valor)

 

 

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