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Políticas e Políticos | 26 Abril 2021

Parecia cena de filme americano

Quem visitou a auditora Alyne Bautista no presídio feminino ficou chocado com o que viu

A imagem mais forte ficou na memória de um auditor fiscal do Estado que visitou a colega Alyne de Oliveira Bautista, presa por ordem da juíza Ada Maria Galvão, sem direito a saber de que estava sendo acusada.

Foi uma cena típica do cinema americano em que advogados e parentes visitam um apenado em algum daqueles presídios de segurança máxima e conversam com ele, separados por uma parede de vidro, por meio de um telefone.

Após os cumprimentos de praxe, a conversa amena e as notícias do mundo de fora dos muros do pavilhão feminino do Complexo Penal Dr. João Chaves, na zona norte de Natal, que um dia já foi chamado pelos cronistas policiais de Caldeirão do Diabo e Universidade do Crime.

À saída, a sensação do visitante era de que estava vivendo uma cena de filme desses que não param de ser exibidos nos canais de TV a cabo, a não ser pela lembrança de que ele estava em Natal.

Ele fez parte do grupo de amigos e advogados que acompanhou de perto o drama vivido pela colega auditora fiscal, que ousou denunciar supostas irregularidades relacionadas a contratos de milhões de reais, firmados, sem licitação, entre o Governo do Rio Grande do Norte e o Centro Brasileiro de Educação e Cidadania, dirigido por um juiz estadual e por uma servidora da Justiça Eleitoral.

Presa em regime fechado desde o dia 14 de abril, mesmo sendo portadora de diploma de nível superior, numa operação que envolveu policiais fortemente armados que diziam cumprir ordens judiciais em um processo que corria sob segredo de Justiça, Alyne Bautista só ficou livre oito dias depois, por decisão do desembargador Gilson Barbosa, do Tribunal de Justiça do Estado. 

Aguardemos, para muito em breve, a continuidade dessa saga...

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