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Políticas e Políticos | 4 Maio 2021

Tirem as crianças da sala, Styvenson está falando

Senador abunda nos palavrões, cobra transparência que não pratica e diz que não é político

Hoje cedo recebi em meu celular um aviso de que o senador Styvenson Valentim (Podemos) estaria fazendo uma transmissão ao vivo e, por curiosidade, fui conferir.

Bem que tentei ouvir pouco mais, juro, mas cinco minutos de palavrões, desrespeito a quem ousava lhe mandar mensagens e mentiras deslavadas, foram suficientes. Desliguei o celular e só não mandei as crianças saírem da sala porque as minhas já são adultas.

Não me dei o trabalho de contar, mas esse tempo foi o suficiente para ouvir tantos “porr_s...” e “p_ta m_rda...” por minuto como nunca tinha ouvido em minha vida.

Ouvi, também, o senador responder a um interlocutor sobre sua visita ao hospital Divino Amor, em Parnamirim e a comemoração dele, o ex-capitão, relevando que deu um “sorrisão” quando soube que teria acesso à lista das 900 pessoas atendidas no hospital, com procedimentos do Covid-19.

Depois, o capitão cobrou transparência nos gastos dos prefeitos e gestores públicos, excluindo ele, cujos dados não estão assim tão disponíveis no Portal da Transparência do Senado, que me dei ao trabalho de pesquisar. Lá não existe transparência quanto aos dados dos senadores.

Diz o senador da chibata na mão contra a corrupção que vai conferir, casa por casa, se as pessoas foram realmente atendidas pelos médicos e enfermeiros do hospital de Parnamirim.

Do nada, ele foi logo dizendo que “não vai pedir votos porque não tem eleição”. O que, em parte, não é verdade. A campanha para as eleições do ano que vem já começou (de fato) e o senador é precandidatíssimo à cadeira da governadora Fátima Bezerra.

Para fechar o firo, o senador Styvenson Valentim, que é 3º vice líder do Podemos e membro do grupo bloco parlamentar formado pelos partidos Podemos/PSL/PSDB, teve a cara de pau de repetir o bordão que marcou sua campanha: “não sou político”...

Peraí, peraí, peraí?... se ele, Senador da República, que recebe não se sabe quanto (porque o portal da transparência do Senado não mostra) não é político, quem é político aqui então?...

Senador, não me engane que eu não gosto.

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